Jose Saramago "Antes estavas... agora já não estás"
Le Havre

Cidade encantadora, na região da Normandie, na França, Le Havre nos transporta para uma França mais austera, com edificações retas, práticas, lógicas. Em meio a tudo destaca-se o Centro Cultural, obra de Niemeyer. Amo este lugar e vivi, em Le Havre, um grande amor, aquecido pelos vulcões bem brasileiros e universais, como tudo de Niemeyer. E uma grande cidade, não se esquece. É como um grande amor.
A seguir, texto da Revista aU de Arquitetura, sobre o lugar:
Niemeyer na França - Le Havre
POR JONATHAN GLANCEY
O centro cultural em Le Havre, por outro lado, é um projeto bem brasileiro na forma e na aparência, e parece um pouco desconfortável por sua localização na costa fria e úmida da Normandia. Aqui está um prédio, e lugar público, implantado na foz do rio Sena, implorando pelo sol tropical e mares do sul. Conhecido localmente como "vulcão", "pé de elefante" ou "pote de iogurte", a Maison de la Culture é um dos diversos projetos construídos na França sob a direção original de André Malraux. A idéia era criar uma Maison de la Culture em cada bairro ou província da França como parte de um processo descentralizador do poder político e cultural. Contudo, isso nunca aconteceu.
O projeto de Niemeyer, concluído em 1982, tem a forma de dois "vulcões" de concreto com pintura branca que emergem de uma praça rebaixada. As construções ficam nos limites da cidade à beira-mar e contrastam deliberadamente com a arquitetura dominante de Le Havre. Isso, a propósito, é muito distinto. O centro da cidade foi destruído pela luta dos Aliados contra as forças alemãs entre o fim do verão e início do outono de 1944. A maior parte do estrago foi causada por um bombardeio da RAF (Royal Air Force, a força aérea britânica).
Le Havre foi reconstruída por Auguste Perret (1874-1954), o antigo mentor de Le Corbusier. Posicionadas em grelha ortogonal, as ruas são delineadas com os prédios de concreto "estruturais racionalistas" de Perret. Em sua maioria, blocos vastos e austeros de edifícios sem elevadores, dominados pela poderosa e um tanto assustadora torre de 106 m da extraordinária igreja de São José. Os "vulcões brancos" de Niemeyer trazem um certo alívio diante dessa dose de rígidez do Atelier Perret. Ainda assim, parecem não pertencer àquele lugar, como estranhos trazidos pela maré. Refugiados arquitetônicos, os volumes parecem olhar o mar na esperança de conseguir uma oportunidade de ir para uma parte mais quente do mundo.
Fazer pão e viver é quase a mesma coisa.

Daqui do meu cantinho interno, teclando como quem bate bolo, ainda sinto o calor propagando pela sala as lembranças permeadas de infância, vó, sítio, minha mãe de vermelho e tudo o que um cheirinho de pão saindo do forno proporciona.
E ainda mais quando o pão tem o ritmo da mão da gente, como fica bom o cheiro!
Tem que pegar todos ingredientes e juntá-los com delicadeza e parcimônia, para que uma coisa não fique à mercê de outra nem a sobreponha de forma indevida.
É mais ou menos assim como as emoções do dia a dia, passa-se por elas, filtra-se, investiga-se e se usa só a quantidade devida.
Depois precisa trabalho. Tem de sovar bem, suar a testa, cansar o braço, envolver-se até a ponta do nariz de farinha e juntar tudo muito, mas muito bem, obtendo uma massa homogênea e sem caroços, lisinha, bonita.
É mais ou menos como eliminar rancores, mágoas, mal-amor.
Aí começa o trabalho de paciência até que tudo se assente, descanse e cresça!
Voilà!
Uma vez que tudo está desenvolvido, liberto, vivo, pronto para a maturidade, enfornar.
Passado algum tempo, e este é medido pela intensidade vivida, o resultado pode ser maravilhoso ou pode abatumar, queimar, ficar insoso, desmaiado, mole, duro, bom por fora e uma M por dentro, bom por dentro e uma M por fora.
É, fazer pão é assim... como a vida.
Nem todo dia funciona, nem todo dia está tudo bem, nem todo dia se cresce, nem todo dia o calor se faz.
Mas, uma certeza: Sempre fica tudo muito bom, mesmo que diferente do que se espera.
Meu Sex Shop afetivo.

Morro de rir quando vejo anúncios com fantasias e acessórios sexuais pronta-entrega.
Principalmente se elas vêm em forma de "pop-up" bem no meio de um trabalho, de uma reunião, numa situação constrangedora para desavisados virtuais. E estranho também ver que os produtos são de um mau gosto atroz. Até aquele minúsculo uniforme de enfermeira, pela foto, dá prá ver que é mal cortado, costurado, feito.
Não conheço muitas pessoas que tenham estes mecanismos de desejo bem resolvidos a ponto de assumirem que os têm, mas intriga-me o fato de minha total repulsa à fantasias sexuais.
Sei sim que tenho um pedaço de mim (Ó metade arrancada de mim!) conservador e catedrático, mas, decididamente, não entendo fantasias de enfermeira/paciente, escravo/opressor, dentista/paciente, coelhinha/lobão, médico/paciente, a ala da medicina toda, a fauna toda, o setor de couros, o setor de borrachas...
Não me excita.
É isso.
Nunca me excitaria desta forma.
Só pensar em ver meu parceiro/a com um chicotinho, uma tanga e um aventalzinho com uma cruz vermelha, me dá vontade de sair correndo. Não é medo, é repulsa ao mau gosto.
E fiquei pensando com quais brincadeiras me excitaria e percebi:
Excitante mesmo eu acho um olhar mais de esguio, com o canto do olho, rápido, fulgáz, aterrador (pois existem olhares que contam uma vida em segundos).
Gosto também do jogo de descobertas arqueológicas no corpo de quem muitas vezes nem lembra de cicatrizes e pequenas marcas que deixam rastro de histórias vividas.
Ou então o beijo quente de lábios com palavras seguras, contidas, que aos poucos vão jorrando ao colo como se embalassem sonhos e abrissem caminhos para abraços nunca alcançados.
Ou ainda acessórios simples, como lençóis brancos, bem passados, com leve aroma de lavanda, flores-abertas-gigantes-vermelhas, champagne, luz baixa, cueca de seda listada, calcinha tipo calleçon cor-da-pele, música escolhida à dedo.
Esses são meus fetiches. Meus saltos no escuro, minha certeza segura da queda, minha fé.
Mas, não me entendam mal. O povo do chicotinho, pode (claro) e deve até continuar tentando. Talvez até alguns já conheçam esses jogos de que falo, talvez outros ainda estejam na busca do que a mim (e falo só por mim), é tão evidente, tão descaradamente simples, tão estúpidamente real.
De qualquer forma, qualquer maneira de amor vale a pena, como dizia o poeta, qualquer maneira me vale escrever.
Sigamos, amemos...
Santa linda de Ávila
TERESA D’ÁVILA Eu estou com aquele que me habita é claro que me acompanha por isso o meu desenho resplandece por isso me vês por outra figura sanguínea e vita
Santo Agostinho - lindo, forte, verdadeiro!

LA MORT N'EST RIEN
La mort n'est rien,
je suis seulement passé dans la pièce à côté.
Je suis moi, vous êtes vous.
Ce que nous étions l'un pour l'autre, nous le sommes toujours.
Donnez-moi le nom que vous m'avez toujours donné,
parlez-moi comme vous l'avez toujours fait.
N'employez pas un ton différent,
ne prenez pas un air solennel ou triste.
Continuez à rire de ce qui nous faisait rire ensemble.
Priez, souriez,
pensez à moi,
priez pour moi.
Que mon nom soit prononcé à la maison
comme il l'a toujours été,
sans emphase d'aucune sorte,
sans une trace d'ombre.
La vie signifie tout ce qu'elle a toujours été.
Le fil n'est pas coupé.
Pourquoi serais-je hors de vos pensées,
simplement parce que je suis hors de votre vue ?
Je vous attends, je ne suis pas loin,
juste de l'autre côté du chemin.
Tout est bien.
Circo
Pessoal, um site bem bacana para quem gosta de circo. Lembro muito bem de quando era criança e adorava as visitas do Circo Tihany em Porto Alegre.
Hoje com o Cirque du Soleil e afins, o circo se sofisticou e atinge os mais frescos também, mas como arte popular, creio inigualável!
http://www.academiadecirco.com.br/
O Pênis nosso de cada dia.

Estava lembrando dos papos de adolescência (fase que ainda estamos na gangorra da vida e sem saber prá que lado...) e me detive numa conversa que ora ou outra rolava entre amigos.
Assunto de rodas de escola e afins.
E pensei:
Alguns assunto são recorrentes independendo de época.
O tamanho do pinto.
Por exemplo:
Confessa que você: homem ou mulher, já falou de pinto.
Próprio ou alheio mas falou.
Falou sim.
E vejo que até hoje isso é tabu e movimenta a fantasia, a indústria médica,a indústria erótica, a indústria plástica.
Enfim, é uma questão industrial também.
Discute-se se o tamanho do pinto importa, se o meu é maior que o teu, se tamanho é documento ou se o tamanho do documento varia entre povos (assunto morada de mitos mas segundo minhas experiências, o Japão é Grand-prix mundial, ao contário do anunciado!).
Bem, mas tudo na vida é uma questão de equilíbrio, aprendemos depois.
Pois foi pensando em equilíbrio que me veio o pênis à mente, portanto minha tese de erótica não tem nada. É uma divagação científico-espiritualista.
Francamente, sabemos que se é grande demais não entra tudo e pequeno demais faz cócegas.
Então até nisso a natureza é plenamente eficaz, não é?
E a tese é esta:
"Pintos e pessoas são do tamanho que merecem ser - aceite já o seu!."
Profundo e simples, pense nisso.
Music
Sou apaixonado por imagem.
Este vídeo eu fiz junto a outros três num período de um ano tracado em casa, sem sair da frente do computador pois antes eu não sabia nada disso.
O vídeo é totalmente digital e foi feito utilizando uma série de + ou - 10 programas de animação, edição e tratamento de imagem.
A música da Madonna entrou por acaso no vídeo e eu nem me interessei em trabalhar o som pois isso não era importante na época.
Utilizei também diversos desenhos que catei no mundo digital, alguns quadros de Andy e desenhos e fotos escaneados meus, triller de games, etc...
Na minha página do YouTube tem mais.
www.youtube.com/alexwork2007
Sites

Seguem alguns links de sites lindos em flash, não percam:
http://www.experience159.com/
http://www.barcinski-jeanjean.com/
http://www.creaktif.com/
http://www.delvalledosmonstros.com.br/
http://www.createyourestate.com/
http://www.figamajigs.com/
http://www.hellosoursally.com/
http://www.christiansparrow.com/
http://www.nike.com/nikeacg/#gear
http://www.odopod.com/
http://www.piotrowskimichal.com/
http://www.samsung.ru/blackline/
http://www.thierrymuglerbeauty.com/
e outros sites de moda impecáveis:
http://www.cartier.com/
http://www.chaneln5.com/en-us/the-film#/the-film


